Jornal "CLARIM DA ARUANDA"

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"aquele que tem força suficiente

para fazer rolar de volta a pedra da materialidade para longe da porta do seu próprio santuário interior, este conseguiu despertar Cristo em si mesmo" H. P. Blavatsky

Bem Vindos ao TUOM

Umbanda, Quem És? ...


Um pouco da minha história


A minha caminhada começou na década de 60, daí para frente vários Mestres fortaleceram a minha jornada espiritual. Uma passagem ali outra acolá foram necessárias para o meu aprendizado iniciático, nunca deixei de ouvir quem quer que fosse e tivesse vontade de me ensinar sobre a Umbanda.  Acreditei e acredito ao ouvir e observar: os mestres, as entidades espirituais e os meus irmãos.

Ainda me lembro do meu primeiro contato com a Umbanda na Palavra de um Pai Velho. Sentado no banquinho, Pai Tomás me disse: "você vai ter que abrir uma terra meu filho", tudo isto aconteceu  no bairro de Quintino-RJ. A partir daí foi um caminho de muita paciência, tolerância e sacrifícios.  Aprendi muito com essa entidade na roupagem fluídica de Pai Velho. Como foi bom tê-lo encontrado, meu Deus!
No Terreiro do Sr. Beira Mar e Dona Inhasã, hoje em Santa Cruz no bairro Areia Branca, tive o primeiro mestre, Mestre Isaías. Na década de 70 fui transferido para São Paulo como militar da Aeronáutica, onde passei por um terreiro na Vila Maria e voltava periodicamente ao terreiro do Isaías em Santa Cruz. Nos idos dos anos 60, tive contato com os livros do Mestre Yapacany, foi muito importante esse primeiro contato, mas ainda sob a orientação do Pai Tomás e do senhor Isaías. 
Na década de 90 tive contato com as obras do Mestre Rivas Neto, eu já tinha conhecimento da Raiz de Guiné, mas nunca havia participado de uma sessão. Fui levado para a OICD, fiquei maravilhado com o ritual praticado pelo Mestre Araphiaga. A primeira vez que assisti a um ritual, passei pela entidade Jureminha. Foi neste dia o meu maior êxtase espiritual, quando na gira de caboclo o Sr. Caboclo 7 Espadas se dirigiu até a minha pessoa e me deu o maior abraço da minha vida e falou-me: "esta terra também e sua". Aprendi muito com o Mestre Araphiaga, mas lá ainda não foi a minha morada definitiva, afastei-me por motivos profissionais.
O meu irmão e padrinho de Umbanda Rogério convidou-me para conhecer o Mestre Yracuera, filho de Santé do Velho Matta, que dirige a Tenda Estrela do Mar, fundada pelo Capitão Lauro. Hoje é meu Mestre, foi quem me ensinou os pequenos mistérios da Raiz de Guiné, iniciou-me e proporcionou a abertura do Terreiro de Umbanda Ogum Megê – TUOM. No dia 22 de Março de 2003, na presença do meu Mestre de Iniciação e de mais nove irmãos de fé, fizemos a nossa primeira gira. Hoje, somos 32 irmãos com profundos sentimentos pela Umbanda De Pai Oxalá.

Mestre Kamuará.

 

- SENHORA DA LUZ – QUEM ÉS? – Eu sou a Umbanda - vibração mágica de amor e força - ELO envolvente que atinge a tudo e a todos! Como Expressão e Regra, sempre me apresentei Velada pelo próprio Manto do Deus Uno! Envolta nele, estendi as variações de minha “forma-luz” sobre os povos, através dos séculos... No entanto, Eu sou a primitiva Revelação, Alma do Mundo ,sem princípio e sem fim, dentro do seio da Eternidade!
Já me fiz interpretar inúmeras vezes, sendo assim decantada, na concepção e na FÉ: “ Eu sou a Natureza, mãe das coisas, Senhora de Todos os Elementos, origem e princípio dos séculos, suprema divindade, rainha dos Mares, primeira entre os habitantes do céu, tipo uniforme dos deuses e das deusas. Sou Eu quem governa os cimos luminosos do céu, as brisas salubres do oceano, o silencio lúgubre dos infernos, potência única, sou pelo Universo inteiro adorada sob várias formas, em diversas cerimônias, com mil nomes diferentes. Os Frígios, primeiros habitantes da terra, me chamam a DEUSA – mãe de Pessinonte; os Atenienses autóctones me nomeiam Minerva, a Cecropana; entre os habitantes da Ilha de Chipre, Eu sou Venus de Paphos; entre os Cretenses, armadores de arco, EU sou Diana Dichjna; entre os Sicilianos que Apuléia  falam três línguas, Eu sou Proserpina, a Stigiana; entre os habitantes de Eliseusis, a antiga Ceres, uns me chamam Juno, outros Belone , aqui Hecate, acolá a
deusa de Ramonte. Mas, aqueles que foram os primeiros iluminados pelos raios do sol nascente, os povos Etópicos, Arianos e Egípicios, poderosos pelo antigo saber, estes, sós, me redem um verdadeiro
culto e me chamam pelo verdadeiro nome: rainha ÍSIS ( Apuléia –“ Metamorfose” , XI,4). Porém, dentre aqueles do passado, no presente, existiam muitos que conseguem me ver sem o véu de ÍSIS e para estes, Eu sou a LEI – a Unidade – excelsa manifestação do Verbo , que harmonizo minha tônica, através dos Planos e Subplanos e me faço atuante, pelo Relativo na
verdade, dentro dos corações de todas as criaturas que neles se situam. E, hoje, também, que de meu antigo berço, mil cânticos me evocam, farei reviver, das brumas do esquecimento, como imperativo da nova era que chegou, os Antigos Mistérios – a perdida síntese
Religio-Científica ...      W.W. da Matta e Silva

Copilado do livro Umbanda Sua Eterna Doutrina